15 abril, 2016

Governo da Geringonça e a BANCA - a mesma luta!

Impressionante, observar a dinâmica da agenda mediática nas últimas 24h...

Ontem, ao final da tarde, foi conhecida a "inverdade" proferida por Centeno na Comissão de Inquérito ao caso Banif. Logo de seguida, novo facto jornalístico surge para ofuscar a delicada situação em que o actual Ministro se meteu: a suposta "omissão de informação" pelo Governador do Banco de Portugal.

Ora, entre estas 2 notícias qual é merecedora  de destaque pelos media ?! Obviamente, a artilharia mediática preferiu concentrar-se sobre Carlos Costa...


O governo da geringonça e os banqueiros agradecem! Já os contribuintes...

Em termos de proteção dos contribuintes perante a banca, veja-se a diferença de procedimento do anterior (governo reacionário de direita) para o actual governo (do novo tempo...) em 2 casos:

- o Banif já nos custou mais que o pior cenário de venda do NovoBanco (onde será o fundo de resolução a suportar a diferença entre o empréstimo público e o valor de venda)

- a candura do tratamento mediático e dos comentadores, atribuída à solução que este governo está a desenhar, designadamente, a criação de um novo "banco mau" / veículo que visa libertar a banca do crédito mal parado;
 
Nunca pensei ver Jerónimo e Catarina fazerem o papel de "idiota útil" perante os interesses do mundo financeiro!

Já sabe, a lógica é…

“Esquerda boazinha Vs Direita maléfica” 

Caro cidadão, pf, não pense. Deixe que os jornalistas façam isso por si...


08 fevereiro, 2016

E se, em vez de Costa, tivesse sido Passos a recomendar ao tuga que não se metesse em créditos?...

Muito me tenho divertido a apreciar o tratamento mediático que os desenvolvimentos deste "novo tempo" e deste "virar de página" da austeridade têm suscitado na agenda mediática.

Costa, que, confrontado com um chumbo da Comissão Europeia ao seu OE inicial, se viu forçado a lançar mão de um aumento de impostos no montante aproximado de 1.000 Milhões, é, na boca de jornalistas e comentadores, um negociador exímio...   
Recordem-se as palavras do próprio Costa antes das eleições: "Se o PS ganhar as eleições, os impostos vão descer." Como era o slogan? "Palavra dada, é palavra honrada..." Bem, diga-se em rigor que o PS não ganhou as eleições...

Os profissionais da indignação do "outro tempo", em vez de comporem as peças e os alinhamentos de telejornal para intoxicar e revoltar a turba, no melhor exercício do seu "duplo-critério" perante pérolas como a referida em título, optam pela mansidão... formatados na cátedra da "esquerda boazinha Vs direita maléfica" limitam-se, pacificamente, a reproduzir a propaganda do (novo) querido líder... 

Outro exemplo singelo... Só a "esquerda" pode inscrever num Orçamento medidas como esta "O Governo português comprometeu-se com a Comissão Europeia a reduzir 60 milhões de euros em gastos com subsídios de doença". Fosse um governo de "direita" já um coro de virgens indignadas estaria a ocupar as manchetes e aberturas de telejornal com as "mortes que a austeridade e os cortes cegos iria provocar".

Com jornalismo assim, quem precisa de censura?...


Portugal, o ano passado, terá tido um défice abaixo dos 3%, mas a boa gestão orçamental - inédita no contexto português - foi mediaticamente eclipsada pela (triste) novela da devolução da sobretaxa.
(já agora, os que justificaram a subida do ISP em 2016 com a quebra do preço do petróleo, bem podiam recordar que a arrecadação de IVA em 2015, pelos mesmos motivos, foi um dos maiores contributos para a devolução zero da sobretaxa...)  

Se alguns rendimentos este governo de Costa pode devolver, isso será mérito de quem?....  

2015, foi ano de eleições legislativas. Como situação comparável mais recente (2011 foram eleições antecipadas, recorde-se) temos o ano de 2009, onde os socialistas se esmeraram e, de um défice previsto inferior a 3%, as contas fecharam-se com um défice superior a 10%.

Será que os portugueses têm noção dos impostos poupados graças às "contas certas" de 2015?  

Com esta comunicação social... claro que não.

Vamos aguardar por Julho, ver como corre a execução orçamental de 2016 e assistir aos próximos capítulos, i.e., que impostos se seguem para continuar a alimentar a despesa do Estado. 


Eu aposto no IVA a 24%...

E, atenção, eu não duvido que a austeridade acabou para alguns...


Leitura recomendada:
É funcionário público e vê o Estado como o grande motor económico? Não hesite, vote António Costa…

31 outubro, 2015

Sem esta comunicação social, seria impossível assistir ao que se está a passar.


Tanto haveria a dizer neste blog (fossem outros os tempos e a disponibilidade) sobre o que se tem passado nos últimos dias…

A agenda mediática permanece verdadeira caixa de ressonância dos interlocutores da esquerda e da sua argumentação. Isto porque (maioritariamente) as redações e o jornalismo partilham da mesma posição ideológica da nova Troika: PS / BE / PCP. Como esse é desfecho que desejam, nem param para refletir e fazer uma análise critica sobre o que se está a desenrolar.

Eis alguns dos argumentos que, repetidamente se lêem, vêem e ouvem:

1º Transformou-se uma vitória da Coligação Paf numa vitória dos que defendem o “fim da austeridade”. 
Alguém se lembra o que separava a Paf do PS, a austeridade da anti-austeridade? A Paf defendia o fim dos cortes nos salários da FP em 3 anos. O PS em 2. A PAf defendia a devolução da sobretaxa em 3 anos, o PS em 2. Entre a proposta de Costa e a de Passos, é todo um mundo de diferença...

De repente, para legitimar o cenário de Costa PM, as eleições legislativas nada têm a ver com a escolha de um Primeiro-ministro… Inúmeras vozes, somadas aos comentadores do costume, esforçam-se para elucidar os portugueses que eles escolhem deputados. Deputados, senhores!

Todos sabemos que os portugueses nas conversas de café, de jardim, no trabalho, etc.., nem se lembravam de Passos e Costa tão relevante e interessante, era discutir quem era o deputado em 4º lugar na lista de Vila Real e 7º de Beja…


Passos, era todos os dias catalogado de mentiroso pelas luminárias da esquerda porque, enquanto PM, nada cumpriu o seu programa de 2011. Costa – o político de confiança por oposição ao mentiroso do Passos -, na noite de 04 para 05 de Outubro, faz tábua rasa do programa Centeno – o tal do rigor e das contas certas - e garante que um programa de governo com a extrema-esquerda é que é o caminho.

Aqui, a Constança, o Adão e Silva, o do pisco, etc.., não vêm qualquer mentira ou questão moral. É democraticamente legítimo!
 

A turba indigna-se com Cavaco que exclui 1 milhão de portugueses. Que crápula de democrata!

Vejamos, ou estamos no euro ou fora do euro. Ou estamos na Nato ou fora da Nato. Se cerca de 80% querem o Euro e a Nato, e tratando-se de cenários mutuamente exclusivos, faria mais sentido que o PR exclui-se quem?!

Como é habitual não se critica a mensagem, mas o mensageiro e é bem conhecida a popularidade de Cavaco entre a elite intelectual e bem informada de “lesboa”…


Ainda pudemos assistir a figuras como Catarina Martins e Jerónimo de Sousa – sempre com a cumplicidade da tal comunicação social, que difunde e amplifica a sua mensagem -, apelidarem Cavaco Silva de faccioso e “fazer um discurso de seita”!

Nas diversas entrevistas televisivas aos lideres do bloco e comunistas, nunca ocorreu a nenhum jornalista perguntar:
- a Jerónimo, como consegue o pcp defender a posição do governo angolano no caso Luaty Beirão – nomeadamente, o total desrespeito pelos mais básicos direitos humanos -, mas é capaz de apelidar de fascistas, ladrões, assassinos os líderes de psd e cds;

- a Catarina, como consegue ir no fim de semana à Grécia apoiar Tsipras, designadamente, o seu programa de austeridade com cortes médios de 12% em pensões, cortes em salários, aumento de impostos, etc., e regressar na 2ª feira e acusar - com toda a convicção e autoridade moral - Passos e Portas por medidas bem menos gravosas que se encontravam previstas nos seus programas.



Não sou especial fã de Cavaco, mas há limites! Ver na comunicação social, Jerónimo e Catarina, serem tratados como paladinos da tolerância e dos valores democráticos, enquanto o atual PR é apontado como faccioso e sectário...   


Com jornalismo assim, quem precisa de censura?...

No final de contas, Portugal tem o que merece. Pessoalmente, tenho vergonha de viver num país onde 20% da população vota extrema-esquerda (isso, sim, faz-me pensar em emigrar…). Mas, sei que tal cenário  é possível graças a esta triste comunicação social, sedeada na capital e dominada por uma pseudo-elite de esquerda e com a qual todo um país tem de carregar.

Fica uma profecia...
Dentro de 2 - 3 meses, quando pcp e be colocarem Costa  entre a espada e a parede, será muito interessante ver a agenda mediática tomada pela opinião daqueles que - em nome do interesse nacional e da estabilidade - virão defender a necessidade (o dever patriótico!) de Passos e Portas apoiarem o governo socialista...